Manaus sedia debate sobre danos causados por erros evitáveis nos hospitais

Como reduzir danos e mortes causados por erros evitáveis durante o tratamento de saúde? É com o objetivo de buscar respostas para essa pergunta que grandes líderes e executivos no âmbito nacional e internacional se reúnem em Manaus, nos dias 6 e 7 de agosto, durante a terceira edição do Simpósio Norte de Qualidade e Segurança do Paciente. O evento pretende receber mais de 500 participantes por dia, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, localizado na Avenida Constantino Nery, bairro Flores.

Todos os anos, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofre pelo menos um evento adverso causado por negligência ou imprudência durante a assistência. O número de mortes por conta de erros chega a quase 55 mil pessoas, o equivalente a seis por hora. Os dados são de um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais (IESS-UFMG), com base em registros de prontuários de 182 hospitais do país, de abril de 2017 a março de 2018.

Apesar de ser um desafio para o sistema de saúde no mundo, o tema ainda é pouco debatido e pesquisado. Excesso de horas de trabalho, formação deficiente dos profissionais de saúde, procedimentos de segurança ineficientes e erros de comunicação são algumas das causas apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para as chamadas falhas assistenciais tão recorrentes nos hospitais.

Para a presidente do simpósio e médica intensivista, Liane Cavalcante, debater os erros abertamente é fundamental para identificar os motivos e corrigi-los com rapidez. “No Brasil, esse assunto raramente é discutido durante a formação dos profissionais da saúde e a tendência ainda é de se esconder as falhas, o que torna mais difícil o aprimoramento contínuo dos processos de trabalho, como se faz na aviação, por exemplo”, explica.

A médica ainda destaca que é importante situar o Norte do país no mapa da segurança e qualidade do paciente, uma vez que mais de 33% dos profissionais da saúde consideram os programas do gênero existentes em instituições públicas e privadas da região como “ruim” ou “péssimo”. A pesquisa foi realizada pela Way Gestão em Saúde, no ano passado, durante o Simpósio Norte de Qualidade e Segurança do Paciente.

“Quando olhamos para esses dados, observamos que ainda precisamos avançar muito para garantir um sistema de saúde seguro, sustentável e de qualidade para a população. É necessário o engajamento dos gestores hospitalares e de toda a equipe multidisciplinar que atua nas instituições de saúde”, conclui.

Novidade

Em sua terceira edição, o evento oferecerá ainda mais possibilidades de aprendizado com a realização do Fórum Internacional de Gestão Acreditada de Cuidados em Saúde, que debaterá temas como Saúde 4.0, Transformação Digital, Gestão Estratégica, Valor em Saúde, Governança Corporativa, Governança Clínica e Excelência Operacional.

Outra novidade é que o programa do simpósio será organizado por Trilhas de Conhecimento, possibilitando que o público planeje seu “percurso” nos temas das palestras, talk-shows, debates, reflexões e workshops.

As inscrições podem ser feitas a partir de 1º de abril, no site: www.qualipacienteam.com.br. O público-alvo são executivos da saúde, empresários, gestores de organizações públicas e privadas, profissionais da saúde e do direito, além de acadêmicos.

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